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Título:
Informativo
O Lorpa Fofa voltou, com um textinho cristão, rs. =)

Agora é lá e cá, cá e lá.
r. Comenta aqui ó -> # 6 # 10/06/2004 23:40


Título:
...

- Missa? Não, não tem missa nenhuma pra ele. Ele nunca gostou muito de padre, aliás.
- Tá, e ele foi enterrado assim, sem velório nem nada?
- É.
- Poxa...
- Eu sempre fui a favor de cremar ele.
- Cremar e jogar no mar...
- Cremar e plantar um xaxim!
- Que alegria!

r. Comenta aqui ó -> # 7 # 31/05/2004 21:57


Título:
A geminiana e o táxi.


Siga aquele carro vermelho
Com vidro fumê
Que eu quero ver só
Onde eles vão parar

Eu ligo todo o santo dia
Ele anda tão frio, sabe?
Eu me lembro, uma vez
Ele foi tão doce comigo

Só pode ser um alguém
Atravessando o nosso caminho
Eu sei que ele me ama
Eu sei que ele pensa em mim todo o dia

Não, eles não vão prum motel
Eu sei que não é isso que ele quer
Eu sei que ele me ama
Eu sei que ele pensa em mim todo o dia

Siga aquele carro vermelho
Pelo amor de Deus
Que eu quero ver só
Ele anda tão frio, sabe?

Onde eles vão parar
Não eles não vão prum motel
Eu sei que ele me ama
Eu ligo todo o santo dia

Ele foi tão doce comigo
Só pode ser alguém
Atravessando o nosso caminho
Com vidro fumê

Eu sei que não é isso que ele quer
Eu me lembro, uma vez
Pelo amor de deus
Eu sei que ele me ama

r. Comenta aqui ó -> # 8 # 22/05/2004 12:58


Título:
Revival.

Feita em 07/09/2003, em homenagem à minha amiga Aline.

Descobri dias atrás que durante toda a minha vida eu fora injusto com as sogras. Sabe como é, por mais simpáticos, penteados e fofos, sempre depararemos com sogras pés-no-saco. É difícil, sim, lidar com a rejeição da sra. mãe da sua respectiva, mas eu descobri, dias atrás, um inimigo pior.
Conheci a Aline no videokê. Eu bêbado, cantando “Corazón Partio” em portunhol. Ela morena, tesuda, tomando uma dose de pina colada, sentada na mesa ao lado. Sentada na cadeira, aliás – que ela nem estava tão bêbada a ponto de ficar sentada em cima de uma mesa, vamos convenhar. Aparentava uns vinte e cinco anos (no ponto), e tinha o lábio inferior mais grosso que o superior (no ponto). Yo cantando el Corazón Partío e ella, muy hermosa, mirandome con una cara de extorsión. Ai, Santo Expedito. Fiquei tarado.
Ao término da música, a nota 75 (parabéns, você é quase um profissional) me consagrando no videokê, faltava agora a minha premiação.

- Canta comigo a próxima?, pergunta ela;
- Claro, respondo, excitado.
- Senta comigo e vamos escolher uma...

Sentei junto dela e começamos a conversar. Ela era barra-sete-um, rapaz. E eu, que sempre quis uma mulher mais velha, que não tivesse mãe e pai incomodando, uma mulher independente, tinha ali acabado de achar um lindo exemplar da espécie. Adeus sogro turrão! Adeus sogra atuante!, pensei. A Aline passara a casa dos trinta anos em perfeito estado de conservação, e eu, sem tomar conhecimento dos doze anos que nos separavam, cometi um beijo, seguido de outro e de mais outro, assim sucessivamente até ela me oferecer carona pra ir embora.
Decidimos espichar num buteco, tomar uma gelada e trocar umas idéias que a barulheira do videokê impossibilitava. Como ela morava perto da minha casa, deixou o carro na garagem e seguimos apé até um bar ali perto. Lá conversamos e bebemos, mais bebemos do que conversamos, é verdade, e que peitos, que peitos. Quase amanhecia, nós num estado de embriaguez feliz, ela me pediu, com uma voz falha:

- Me acompanha até a minha casa, Rafinha?

Ela me chamou de “Rafinha”! Tá no papo, tá no papo.
Levei-a já pensando nos posicionamentos sexuais. Iria estrear hoje a posição “reloginho”, ah!, iria. Chegamos em frente do prédio, um beijinho de despedida.
Perai!? Despedida!?

- Rafinha, fica pra próxima, meu filho tá em casa.

Dez anos. Dez anos e já causando esse transtorno todo. Peguei uma raiva do tal moleque de nome Samuelzinho na hora, mas chegando em casa e praticando o monocoito, resignei-me.
Até que o Samuelzinho era simpático. Inteligente, arrasando na quinta série, extrovertido. Me olhou com desconfiança três dias após, quando voltei a ver a Aline, e fui apresentado ao filhote, e neste mesmo dia fomos ao super mercado juntos, quando ele tomou coragem e perguntou;

- Tu é o namorado da minha mãe?
- Sou não, desconversei, a Aline é só uma amiga muito especial;

E voltamos a falar de futebol. Lógico que ele sabia que eu queria era fazer o caminho inverso que ele fizera na sua mãe, o guri não era nada bobo. E aquilo lhe causava um enorme ciúme. Enfim, pra ganhar a simpatia do bacuri, dei-lhe um pacotinho de M&M’s. Me admiro eu, comprando M&M’s pro empata-foda jr.
Meus presentinhos de nada adiantaram. No outro dia ele resolveu adoecer. Febre, gripe, asma. Até mancar o desgraçado mancava. Filho da mãe! Ele, deitado no sofá, febrio, e eu na cozinha iniciando uma bolinação com a sua mãe. Quando o troço esquentava;

- Ma-nhê!

Puto! E lá ia a mãe atender o peste chantagista. Eu me controlando. Ficou uma semana doente. Sabe o que é dez dias de jejum tendo em frente das fuças um puta banquete homérico? Eis como eu me sentia. Sabe lá / o que é morrer de sede em frente ao mar / Sabe lá / Sabe lá.
Mas Santo Expedito interferiu. O pai do Samuel foi buscá-lo pra passar uns dias fora. A febre, a gripe a asma, tudo passou na hora. O guri sentiu a hora da derrota. A nossa despedida foi muito bonita. Ele me deu um “tchau” seguido de um sorriso medalha de prata, e eu respondi com uma cara de quem em breve comeria a sua mãe.

***

Ela estava nua. Rapaz, que visão, que visão! Quisera eu ser Pero Vaz pra descrever a situação com precisão. Como não sou, o máximo que posso fazer é definir aquilo como a visão do paraíso, ou algo mais excitante do que isso. Separei lentamente suas coxas, ai, ai, caminho livre pro Rafa, uhu!, foi aí que...

- Téééé.

A campainha.

- Té, té té té té!

A porra da campainha!

- Tééééééééééééééééé.
- Quem é?
- Aline, minha filha, abre!
- Mãe!?
- Como tá o Samuelzinho? Melhorou? Soube que ele foi pra casa do pai dele e vim tomar um chimarrãozinho contigo, minha filha, abre, abre a porta pra tua mãe, vai, tá frio aqui fora, minha filha...


r. Comenta aqui ó -> # 10 # 17/05/2004 14:18

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